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O que cariocas disseram sobre as Olimpíadas / What the “cariocas” said about the Olympics

Texto / Text: Rebeca Carrara
Foto / Image: Ananda Ribeiro

O Rio de Janeiro está em clima de Olimpíadas e de festa, mas quando se trata da realidade da cidade as opiniões ficam divididas. Principalmente de quem tem a sua rotina afetada diretamente: os cariocas.

A receptividade com os turistas e as melhorias feitas no Rio de Janeiro – como a construção da linha 4 do metrô e reforma de lugares antes abandonados, como a Praça do Mauá –  são parte do discurso otimista de algumas pessoas. Mas há a preocupação com o que virá após as Olimpíadas.  “Melhorou bastante em alguns aspectos, mas seria muito bom se continuasse assim”, diz Julia Rosandiski, 15. Também é levantado o ponto de que não foram feitas mudanças nas outras regiões. “O problema é que maquiaram o Rio de janeiro. Acho errado os turistas abrirem algo que é nosso”, conta Thais Maria, 19.

O carioca Ricardo Pereira, 53, também se preocupa com a situação financeira da cidade após os grandes eventos: “O que eu espero para depois é o caos total”. A segurança também é um assunto levantado. “Estamos na expectativa de como será a nossa segurança quando passar as Olimpíadas ”, afirma Rosangela Ribeiro, 52.

Já o chinês, Su Ziliang que está há mais 13 anos no Brasil e no Rio diz o que pensa em geral sobre o lugar onde mora. “Tem chinês querendo voltar para a China, porque caiu muito”.  Mas em relação às Olimpíadas, ele é otimista. “Tem muita gente que vê as notícias falando que é perigoso e tudo mais. Mas eu acho que não acontecerá nada. Ainda tem muito chinês para chegar”, conta.

Mesmo com opiniões diferentes, eles mostram-se empolgados com o grande evento que a Cidade maravilhosa recebe.  “Está bem organizado, indo bem”, conta Rosângela. “Acho que, como todo grande evento, tem seus transtornos, mas vai ser positivo no fim das contas. Ter povos de várias línguas reunidos é algo que gosto muito”, diz Ricardo.  “Parece que a estrutura está boa”, diz Maria Cristina, 41. “Acho que os estrangeiros vão ver a marca do brasileiro: hospitalidade”, conclui.